Lula discute reforma trabalhista com representantes do governo da Espanha

Pedro Sanchez e Lula

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O ex-presidente Lula (PT) participará nesta terça-feira (10) de uma reunião virtual com o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, para analisar a revogação da reforma trabalhista neoliberal realizada em 2012 no país.

No último dia 30, Sánchez publicou uma medida provisória que reverte mudanças que precarizaram as relações de trabalho espanholas, com atenção especial para as contratações temporárias.

Participarão do encontro José Luis Escrivá, ministro de Seguridade e Migrações, e Adriana Lastra, vice-secretária geral do PSOE, partido de Sánchez, além de outros membros do governo, porta-vozes do Congresso, do Senado, lideranças sindicais e a executiva federal do PSOE.

Integrantes do PT e da Fundação Perseu Abramo, além de presidentes das centrais sindicais brasileiras, também farão parte da reunião.

“O objetivo do encontro é analisar os novos quadros trabalhistas no século XXI e, especificamente, a reforma trabalhista do governo liderada por Pedro Sánchez com o acordo dos agentes sociais. Além de medidas importantes do escudo social implantadas pelo governo da Espanha, como o Rendimento Vital Mínimo (IMV)”, disse o PSOE.

Reforma trabalhista no Brasil

A revogação da reforma trabalhista na Espanha atende a uma reivindicação de sindicatos e movimentos sociais ligados à coalizão formada entre PSOE e Podemos. Dez anos depois da reforma, o desemprego na Espanha bate 14,5%, um dos maiores índices da União Europeia.

Em publicação no Twitter, Lula sinalizou que também pretende reverter a reforma no Brasil caso seja eleito presidente em 2022. “É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na Reforma Trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, escreveu nas redes sociais.

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também indicou que pretende mexer na legislação trabalhista. “Notícias alvissareiras desse período: Argentina revoga privatização de empresas de energia e Espanha reforma trabalhista q retirou direitos. A reforma espanhola serviu de modelo p/ a brasileira e ambas não criaram empregos, só precarizaram os direitos. Já temos o caminho”, tuitou.

Fonte: Revista Fórum

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