Jornalista afirma que Aras é um “engavetador” em campanha para o STF

Augusto Aras, procurador-geral da República

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O jornalista Bernardo Mello Franco afirma que desde que foi nomeado por Jair Bolsonaro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, “se comporta como um aliado do governo. Virou o novo engavetador-geral da República, título inaugurado por Geraldo Brindeiro na Era FH”.

“O procurador já arquivou múltiplas representações contra o presidente”, destaca em sua coluna no jornal O Globo desta quarta-feira (12). Para ele, a “fidelidade” de Aras tem como objetivo ser nomeado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta linha, Mello Franco observa que Aras arquivou um pedido de abertura de inquérito para investigar o depósito de R$ 89 mil na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, feito pelo ex-assessor Fabricio Queiroz. 

“A pergunta do repórter do Globo ganhou as redes sociais: “Presidente, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?”.

“Nove meses depois, Jair Bolsonaro ainda não se dignou a respondê-la. Se depender da Procuradoria-Geral da República, continuará em confortável silêncio”, ressalta.

“A fidelidade de Aras a Bolsonaro tinha um motivo conhecido: ele sonhava ser nomeado ministro do Supremo. Como o capitão prometeu a vaga a um jurista ‘terrivelmente evangélico’, o procurador teve que mudar os planos. Virou candidato a um segundo mandato na PGR. Em 2019, ele convenceu o presidente a nomeá-lo fora da lista tríplice. Agora está em campanha para repetir a dose em setembro”, afirma Mello Franco.

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