Forças Armadas são investigadas por não ofertar leitos de unidades militares de saúde durante pandemia

Hospital das Forças Armadas

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O TCU (Tribunal de Contas da União) investiga irregularidades por parte das Forças Armadas por não terem ofertado a civis leitos destinados a pacientes com Covid-19 em unidades militares de saúde.

Essas unidades de saúde se recusam a divulgar a ocupação e a disponibilidade de leitos para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, informou a Folha de S.Paulo.

O Ministério da Defesa e as três Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) devem informar a disponibilização diária de leitos de enfermaria e UTI, em cada unidade de saúde militar, destinados a pacientes com Covid-19, segundo determinação do ministro Benjamin Zymler do TCU. 

Esses dados devem ser fornecidos num prazo de cinco dias úteis ao Ministério da Saúde, às secretarias estaduais de Saúde e à população em geral. 

O TCU constatou por exemplo que existiam leitos ociosos em unidade militar de saúde em Manaus, reservados a militares, enquanto a rede pública local vivia em janeiro um colapso generalizado. 

A não disponibilização de leitos para civis em unidades militares de saúde ocorre apesar de estas receberem dinheiro da União, como afirmou o ministro do TCU. Somente em 2020, houve empenhos (autorizações para gastos) de quase R$ 2 bilhões, segundo Zymler. Esses espaços usam “estruturas físicas pertencentes à União, pessoal remunerado pelos cofres federais e realizam licitações”, disse.

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