Justiça determina investigação de Luciano Hang por abuso de poder econômico na eleição de Brusque (SC)

Luciano Hang e Ari Vecchi, prefeito de Brusque (SC)

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O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, de Santa Catarina, é alvo de um processo na Justiça Eleitoral do município de Brusque por suposto abuso de poder econômico durante a eleição municipal. 

Hang é acusado pela coligação liderada por Paulo Eccel, que se candidatou pelo PT à prefeitura, de intervir no pleito em favor de Ari Vechi (MDB), que venceu a disputa. A ação na Justiça, assinada por PT, PV e PSB, além do Podemos, contesta o resultado da eleição.

Os partidos ingressaram com pedido de liminar para cassar a diplomação de Ari Vechi e de seu vice, Gilmar Doerner (DC). A liminar não foi concedida, mas a Justiça determinou a instauração de processo para investigar a denúncia.

O motivo alegado na ação é de abuso de poder econômico através da intervenção de Hang na campanha de Ari Vechi. O empresário ainda teria financiado grande parte da campanha e participou ativamente, nas redes e nas ruas.

De acordo com o PT de Brusque, este “terceiro turno” gera uma grande polêmica nos bastidores políticos, tornando ainda mais vulnerável a vitória de Vechi e Doerner. O partido alega que Hang foi utilizado como um “coringa” na campanha de Vechi, porém a rejeição ao empresário também pesa diretamente para o prefeito eleito.

Na petição inicial, os partidos haviam solicitado a realização de uma nova eleição na cidade. Os partidos também remetem o envolvimento de Hang nas eleições presidenciais de 2018, pela qual teve a conduta investigada pelo TSE, em face do apoio declarado ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, pelos vários vídeos realizados no interior das Lojas Havan e ainda pelo envolvimento no financiamento de disparos em massa em favor do então candidato do PSL. Ele também foi alvo de operação contra fake news autorizada pelo STF.

Com informações da Agência PT de Notícias

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