Brasil bate novo “recorde” e vira “líder mundial” do novo coronavírus: 1.188 mortes em 24 horas

Pessoas transportam caixão de morto pelo coronavírus em barco

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O Brasil ultrapassou, nesta quinta-feira (21), a marca dos 20 mil mortos pela covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, ao registrar oficialmente, pela segunda vez desde o início do surto, mais de mil mortes em 24 horas: 1.188, totalizando 20.047 vítimas.

Foi o maior número de vítimas no período até aqui, na terça-feira (19), foram 1.179. Já o total de casos no país chegou a 310.087, com acréscimo de 18.508 em um dia. Os dados são do Ministério da Saúde.

Também nas últimas 24 horas, o mundo passou da marca de 5 milhões de infectados pelo vírus Sars-CoV-2, nome científico do novo coronavírus. O Brasil é o terceiro país mais atingido pela doença, atrás apenas de Estados Unidos (1.604.862 casos) e Rússia (317.554). O Brasil vem registrando mais mortes diárias do que antigos epicentros. Itália e Espanha, por exemplo, registraram menos de 200 mortes nas últimas 24 horas. Já os EUA, estão abaixo das mil mortes nos últimos dois dias, mostrando que a curva epidemiológica está em queda.

Com mais mortes diárias entre os países que registram a presença da infecção, o Brasil passa a ser considerado o novo epicentro global da pandemia. A curva epidemiológica segue em crescimento, sem previsão clara de quando o problema começara a ser amenizado.


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A única estratégia para conter o avanço da letalidade segue sendo o isolamento social, já que não existe vacina ou remédio com eficácia comprovada pela ciência. Entretanto, o distanciamento, adotado em todo mundo civilizado e recomendado por diferentes autoridades em saúde, encontra no Brasil um inimigo: o presidente Jair Bolsonaro, que tenta “receitar” à força um remédio que não tem eficácia comprovada (cloroquina) e menospreza o vírus e os mortos.

De acordo com reportagem do Financial Times, mais de 100 mil brasileiros devem morrer de covid-19. Especialistas argumentam que pobreza e desigualdade influenciam negativamente na conta. “Não há dúvidas de que o epicentro da pandemia está se deslocando para o Brasil, onde o vírus encontra uma população muito precária”, disse o presidente do Centro Internacional para a Longevidade, Alexandre Kalache.

Sem citar dado ou estudo para comprovar sua tese, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse hoje que o vírus deve se espalhar pelo interior do país. Pazuello, que nunca atuou na área médica, mas com logística, também disse ver “redução” de casos em capitais do Norte e Nordeste. O caso mais grave, Manaus, segue com a saúde em colapso. Já Belém adotou o lockdown para tentar frear a disseminação do vírus.

Com informações da Rede Brasil Atual

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