Em carta, reitores de federais pedem suspensão de datas do Enem e novo calendário

Prova do Enem

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A Associação dos Reitores de Universidades e Institutos Federais (Andifes), divulgou uma carta em que pede a suspensão das datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a definição de um novo calendário para o exame devido aos impactos da pandemia do novo coronavírus.

O documento foi entregue hoje à Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação. Nele, os reitores argumentam que o Enem deve ser realizado em “situações sanitárias viáveis” e com condições que garantam a isonomia de concorrência para os candidatos. “Hoje, para além de dificuldades históricas, a comunidade científica afirma que essas condições mínimas não se apresentam”, diz o texto.

O Enem é considerado a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil e possibilita, por meio de programas federais como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), concorrer a vagas em universidades e institutos federais de todo o país.

Apesar da suspensão das aulas presenciais em todos os estados devido à crise do coronavírus, o governo federal defende a realização do Enem em novembro.


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Na carta, os reitores destacam que a educação de crianças, adolescentes e jovens é um direito fundamental e que, apesar dos esforços dos gestores e das famílias, eles se encontram hoje sem atividades presenciais.

“Essa circunstância afeta de maneira muito desigual classes sociais e regiões, evidenciando um déficit que jamais pode ser ignorado por instituições que tanto se empenham por efetiva inclusão social”, diz o texto.

Os reitores afirmam ainda que é fundamental a realização de um Enem “tecnicamente exitoso e com concorrência democrática”. Eles sugerem que, além da suspensão das datas atualmente previstas para o exame, um novo calendário seja definido com apoio da área da saúde e com diálogo entre educadores, gestores e instituições de ensino.

Na manhã de ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a aplicação do Enem pode ser atrasada caso haja necessidade, mas que o exame deve ser realizado ainda este ano. O presidente disse ainda que tem conversado com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre a possibilidade.

Esta foi a primeira declaração de Bolsonaro nesse sentido. Weintraub, por outro lado, tem negado a possibilidade de adiar o Enem. O ministro também vem fazendo críticas aos pedidos de adiamento do exame.

Também ontem, o ministro Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu liminarmente um pedido feito por entidades estudantis para que o Enem fosse adiado.

Estudantes e secretários de educação também criticam a manutenção do Enem em novembro e dizem temer que a realização do exame amplie as desigualdades.

Com informações do UOL

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