Gasto de Bolsonaro com cartão corporativo é duas vezes maior que de antecessores na presidência

Bolsonaro segura uma caneta Bic

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Crítico contumaz dos gastos com cartão corporativo de governos anteriores, o presidente Jair Bolsonaro dobrou a média de gastos com o cartão nos quatro primeiros meses de 2020 com relação à média dos últimos cinco anos.

De janeiro a abril, de acordo com informações fornecidas pelo Portal da Transparência do governo, o presidente gastou R$3,76 milhões, enquanto a média dos últimos cinco anos foi de R$1,9 milhões. Bolsonaro, em 2020, dobrou seus próprios gastos, já que em 2019 a fatura do período foi de R$2 milhões.

Além do gasto desenfreado no cartão corporativo da presidência, o governo aumentou outras despesas sigilosas da presidência, através do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin): foram gastos, de janeiro a abril, R$7,55 milhões – 122% a mais do que foi gasto no mesmo período do último ano do governo Temer.


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Apesar de, no final de abril, quando Sérgio Moro pediu demissão do governo, Bolsonaro ter se gabado por, supostamente, “economizar” com o cartão corporativo, o governo vem desrespeitando uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dezembro do ano passado que o obrigaria a detalhar exatamente em que foi gasto o dinheiro.

Ao jornal Estadão, o governo se limitou a dizer que o aumento nos gastos do cartão corporativo está relacionado às viagens internacionais do presidente, mas não detalhou quando ou com o que os valores foram usados.

Com informações da Revista Fórum

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