Verba publicitária sobre reforma da Previdência irrigou sites de fake news, infantis e até de jogo do bicho

Bolsonaro lendo discurso

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O governo Jair Bolsonaro veiculou propagandas sobre a reforma da Previdência em sites de fake news, de jogos de azar, incluindo jogo do bicho que é ilegal no Brasil, em russo, sites e canais infantis, além do canal do YouTube ligado ao próprio Bolsonaro.

Em maio do ano passado, a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom) anunciou que gastaria R$ 37 milhões em inserções publicitárias para promover a reforma da Previdência. 

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, os dados sobre as plataformas utilizadas para promover a reforma previdenciária foram obtidas por meio de uma determinação da Controladoria-Geral da União (CGU),  mediante uma solicitação por meio do Serviço de Informação ao Cidadão.

Segundo os dados disponibilizados, um dos canais que mais receberam anúncios foi o Get Movies, destinado ao público infantil e com o conteúdo totalmente em russo.  Ao todo, dos 20 canais que mais veicularam a campanha sobre a reforma da Previdência, 14 são destinados ao público infantil ou juvenil, como o Kids Fun, Turma da Mônica e Planeta Gêmeas. 


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Ainda de acordo com a reportagem, outro site que recebeu verba da Secom para veicular as peças publicitárias foi o resultadosdobichotemporeal.com.br, que mostra os resultados jogo ilegal. Sites conhecidos por propagar fake news, como o Sempre Questione, também foram beneficiados com verbas publicitárias do governo federal. 

O canal do YouTube Terça Livre, do blogueiro Allan dos Santos que é ligado a Bolsonaro, também teria recebido verbas oficiais para divulgar a campanha. Em depoimento à CPI das Fake em  novembro do ano passado, porém, Santos afirmou “não receber nenhum centavo do governo”.

O que diz o governo

Em nota, a Secom informou que “a plataforma de anúncios da Google atua automaticamente a partir de parâmetros para a entrega do conteúdo publicitário aos públicos de interesse. As definições são abrangentes e não determinam com exatidão o local na internet em que o anúncio será veiculado. Porém, neste caso específico, buscou-se perfis reconhecidos pela ferramenta do Google que tenham afinidade para o tema “Previdência” e demais correlações de acordo com sintaxe para o tema da campanha”.

Fabio Wajngarten, secretário especial de comunicação, também se manifestou no Twitter sobre a reportagem. Em seu Twitter o secretário responsabiliza o Google pelas inserções dos anúncios em sites inapropriados.

Confira o Twitter

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