Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro fica fora da lista de mais procurados de Moro

Sérgio Moro

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deixou de fora da sua lista de criminosos mais procurados do País o ex-capitão Adriano da Nóbrega, apontado como um dos líderes do Escritório do Crime, uma quadrilha da zona oeste carioca, e  foragido da polícia.

Nóbrega é citado na operação que apura a prática da “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).


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De acordo com o Ministério Público, o ex-PM controlava contas bancárias que foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador, suposto operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz é amigo do presidente da República. Nóbrega teve duas parentes nomeadas no gabinete de Flávio Bolsonaro, uma delas a sua ex-esposa, que foi demitida, após as investigações apontarem irregularidades financeiras.

O Ministério lançou na quinta-feira 30 uma lista com os 26 criminosos mais procurados no país. Disponível no site do ministério, a lista permanente, e que será atualizada mensalmente, envolve pessoas acusadas de crimes graves e violentos, que estão com mandados de prisão em aberto e são ligados a organizações criminosas.

Em seu perfil na rede social, Moro afirmou que a lista “ajudará na captura, e segue a orientação do presidente Jair Bolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”

Segundo o Ministério da Justiça, o ex-capitão não foi incluído porque “as acusações contra ele não possuem caráter interestadual, requisito essencial para figurar no banco de criminosos de caráter nacional”. De fato, 25 dos 27 que compõem a lista são apresentados pelo ministério como tendo uma atuação regional ou nacional.

No entanto, reportagem da Folha de S. Paulo apurou que, na lista dos procurados, há dois integrantes de uma milícia de outro bairro da zona oeste, que tem atuação indicada apenas no Rio de Janeiro:  Wellington da Silva Braga, o Ecko, e Danilo Dias Lima, o Tandera, seu braço direito. Os dois atuavam em Campo Grande.

Ainda de acordo com a reportagem, não é a primeira vez que o ex-PM fica fora de uma lista de foragidos. Ele esteve por meses fora do programa “Procurados”, do Disque-Denúncia, que oferece recompensa pela informação de criminosos. Sua inclusão ocorreu apenas depois de a Folha apontar a ausência.

Adriano é investigado de participação em diversos homicídios no Rio de Janeiro, suspeito de ser sócio no jogo de máquinas caça-níqueis e chamado de “patrão” por integrantes da milícia de Rio das Pedras, a mais antiga e estruturada do Rio de Janeiro.

Fonte: Carta Capital

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