1 ano depois de Brumadinho, Vale recupera valor de ações e mercado

Tragédia de Brumadinho

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Um ano depois da tragédia de Brumadinho, o valor de mercado da empresa Vale está próximo ao que era antes do desastre. A empresa, que valia R$287,8 bilhões no dia do rompimento da barragem (25.jan.2019), despencou para R$ 215,4 bilhões em 11 de fevereiro, ponto mais baixo da cotação em 2019. Na última 6ª (24.jan.2020), o valor ficou em R$275,9 bilhões e as ações eram vendidas por R$ 53,80 cada.

O ápice de valorização da empresa foi registrado nessa 2ª (20.jan), mesmo dia em que os papeis também atingiram a maior cotação desde o desastre. Os valores foram de de R$ 294,1 bilhões e R$ R$57,36, respectivamente. No dia da tragédia, as ações fecharam em R$ 56,15.

O trimestre encerrado em dezembro de 2018 havia sido o melhor da empresa em 2 anos, quando a barragem se rompeu. Depois de Brumadinho, a Vale registrou quase R$ 7 bilhões de prejuízo líquido até julho, quando voltou a apresentar resultados positivos. Os resultados do 4º trimestre –e, portanto, do ano cheio de 2019– só serão divulgados em 20 de fevereiro.

O lucro obtido no 3º trimestre do ano não bastou para cobrir os gastos efetuados no 1º semestre. Até setembro, a mineradora acumulou prejuízo de R$ 503 milhões.

A maior parte do saldo negativo de 2019, segundo a própria empresa, foi empenhado para remediar a tragédia. Cerca de 89% das despesas foram destinadas a obras de reparação na área. O Ibama estima que 296,84 hectares foram devastados, o que equivale a mais de 377 campos de futebol.

Outro grande ralo para a mineradora foram as indenizações e doações às vítimas e familiares, que somaram R$ 2,8 bilhões. No total, foram 4.734  acordo celebrados com famílias, indivíduos e trabalhadores; além de doações a 467 pessoas e outros 108 mil benefícios emergenciais.

Barragens da Vale

O acidente deixou 270 mortos e 11 desaparecidos. Com ele, a Vale foi obrigada a olhar mais atentamente para as 129 barragens de minério de ferro que estão cadastradas na ANM (Agência Nacional de Mineração). De acordo com a agência, o Brasil ainda tem 42 barragens de mineração sem declaração de estabilidade.

Um fator atribuído ao desastre foi o tipo de barragem usado pela Vale. Tanto a construção que se rompeu em Mariana (MG), em 2015, quanto a de Brumadinho (MG), em 2019, eram de alteamento a montante –quando os rejeitos servem como fundação para o represamento.

Após a tragédia, as barragens à montante foram banidas pela ANM e devem ser desativadas até até 2021.  O país possuía 769 barragem de mineração à época do rompimento em Brumadinho, sendo 88 da modalidade banida.

Além de Brumadinho, a Vale possui outros 9 represamentos a montante. Todos estão desativados. A barragem de 8B foi descaracterizada -isto é, reintegrada ao relevo natural- em 2019. A mineradora pretende concluir o mesmo processo na barragem de Fernandinho ainda este ano, de acordo com o cronograma da empresa.

O Ministério Público denunciou o ex-presidente da mineradora, Fabio Schvartsmanl, e outras 15 pessoas pelo desastre. As empresas Vale e Tüv Süd também foram citadas.

Relembre o caso

Em 25 de janeiro de 2019, uma barragem da mineradora rompeu-se na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). O município com cerca de 39.000 habitantes, localizado a 51 km de Belo Horizonte, foi destruído por 1 mar de lama.

Os bombeiros calculam aproximadamente 10,5 milhões de metros cúbicos de rejeito, o que equivale a cerca de 4,2 mil piscinas olímpicas. Os agentes envolvidos vasculharam 95% da área. De acordo com o G1, ao menos 296 pessoas foram resgatadas com vida.

Fonte: Poder360

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