Polícia do Rio faz operação para prender prefeito de Niterói

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp


Por Agência Brasil

Além do prefeito, são alvos da ação o ex-secretário municipal de Obras, Domício Mascarenhas de Andrade e três empresários do ramo de transporte público rodoviário. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPRJ), as empresas de ônibus pagavam propina aos agentes públicos da cidade.

De 2014 a 2018, segundo o MPRJ, foram desviados aproximadamente R$ 10,9 milhões dos cofres públicos para pagamentos ilegais.

O Tribunal de Justiça expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os acusados, que estão sendo cumpridos na manhã de hoje no gabinete do prefeito, nas sede de oito empresas de ônibus, nos escritórios dos consórcios Transoceânico e Transnit e no Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj).

A chamada Operação Alameda, um desdobramento da Operação Lava Jato, é resultado de acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Marcelo Traça com o Ministério Público Federal e do compartilhamento de provas, autorizado pelo Juízo da 7ª Vara Federal.

Prefeito nega as acusações e se diz perplexo

Ao chegar na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), negou ter recebido propina e se disse perplexo com a sua prisão na manhã desta segunda-feira (10). Ele afirmou que desconhece as acusações e contou que seus sigilos estão abertos para provar que ele não recebeu nenhum tipo de propina: “Eu realmente estou absolutamente perplexo”.

“Trabalho desde os 18 anos de idade, 20 anos de vida pública, não viajo pro exterior, tenho três filhos lindos, fecho minhas contas como qualquer cidadão de classe média, vivo em um imóvel simples. Me estranha muito esse tipo de ocorrência”, afirmou Neves.

Neves alegou que a licitação do sistema de transporte que opera em Niterói é anterior a gestão. Ele disse que unificou a tarifa e que Niterói tem o sistema mais organizado da Região Metropolitana, com mais de 90% dos ônibus com ar.

“Olha, primeiro eu queria destacar que a gente em Niterói teve uma concorrência sobre transporte coletivo anterior à minha gestão. A concorrência foi na gestão anterior. Segundo, em 2013, a primeira decisão que eu tomei foi unificar as tarifas de Niterói pela menor tarifa. Se eu não tivesse feito isso, a tarifa de Niterói hoje seria a mais de R$ 4,50, portanto bem superior à tarifa atual.”

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *